Semana da Amamentação: guia e conselhos

Semana da Amamentação: guia e conselhos

Semana Mundial do Aleitamento Materno: por que se celebra e por que o acompanhamento profissional faz toda a diferença

Todos os anos, de 1 a 7 de agosto, o mundo faz uma pausa para falar sobre a amamentação. Não se trata de uma data simbólica nem de um pretexto comercial: é uma campanha de saúde pública com mais de três décadas de história, e merece que compreendamos o que está por trás dela.

Por que é que esta semana existe?

A Semana Mundial do Aleitamento Materno surgiu em 1992, impulsionada pela WABA (Aliança Mundial para o Aleitamento Materno), com o apoio da OMS, da UNICEF e dos ministérios da saúde de todo o mundo. A sua origem remonta à Declaração de Innocenti de 1990, um compromisso internacional para proteger, promover e apoiar a amamentação como um direito das mães e dos bebés, e não como uma escolha isolada que cada mulher deve decidir sozinha.

Hoje, esta data é comemorada em mais de 170 países e cada edição gira em torno de um lema. O lema deste ano centra-se num aspeto que, na Bihotzcare, observamos diariamente: reforçar o que já funciona — os sistemas de apoio reais, próximos e sustentáveis ao longo do tempo — para que a amamentação deixe de depender exclusivamente da força de vontade da mãe.

Os benefícios, sem exageros e sem pressão

As evidências científicas são claras e não há necessidade de as dramatizar. O leite materno fornece os nutrientes, os anticorpos e os fatores de defesa de que o bebé necessita nos primeiros meses de vida, estando associado a um menor risco de infeções na infância. Para a mãe, a amamentação favorece a recuperação pós-parto e está associada a benefícios a longo prazo para a sua saúde.

Mas também é justo dizer o seguinte: a amamentação nem sempre é fácil, e não o é por falta de amor nem de esforço. Rachaduras, dor, dúvidas sobre se o bebé está a comer o suficiente, perda de leite, exaustão… fazem parte de um processo de aprendizagem, não de um fracasso. E é aí que entra o elemento que realmente faz a diferença.

O que realmente sustenta a amamentação: o acompanhamento profissional

Nenhum produto, por melhor que seja, substitui uma parteira, uma IBCLC ou um profissional de saúde com formação em aleitamento. São eles que podem identificar a causa de uma fissura, corrigir uma pega e esclarecer uma dúvida às 3 da manhã com um critério clínico real. Se algo não estiver bem — dor persistente, pega incorreta, suspeita de baixo ganho de peso —, a recomendação é sempre a mesma: consulte primeiro uma profissional de confiança.

Dito isto, existem pequenas medidas de apoio que podem acompanhar esse processo enquanto a causa subjacente é resolvida com o apoio de especialistas. Partilhamos três delas, não como uma solução mágica, mas sim como um apoio no dia-a-dia:

  • Caso surjam fissuras, os pensos Nursicare foram concebidos para aliviar a dor e acompanhar o processo de cicatrização enquanto se continua a amamentar, sempre em paralelo com a identificação e correção da causa com ajuda profissional.
  • Se houver perdas de leite entre as mamadas, o coletor de leite Haakaa permite recolher esse leite que, de outra forma, se perderia no sutiã, de forma simples e sem sucção elétrica.
  • No dia-a-dia, um sutiã de amamentação «mãos livres», confortável, sem pressão e adaptado a cada fase, ajuda a tornar a rotina de amamentação ou de extração de leite um pouco mais fácil.

Como saber se é altura de pedir ajuda

Para além de qualquer produto, é importante ter bem claro quando é aconselhável consultar uma parteira ou uma consultora de lactação (IBCLC). Alguns sinais a que se deve prestar atenção:

  • Dor que não melhora após os primeiros dias, ou que se mantém durante todo o período de amamentação.
  • Fissuras que não cicatrizam ou que sangram de forma persistente.
  • Dúvidas sobre o peso ou as mamadas do bebé: poucas fraldas molhadas, mamadas muito curtas ou muito longas, ou um bebé que parece nunca ficar saciado.
  • Nódulos, vermelhidão ou febre, que podem indicar uma obstrução ou mastite e exigem avaliação o mais rapidamente possível.
  • Esgotamento que afeta o bem-estar da mãe: a amamentação também deve ser sustentável para ela, não apenas para o bebé.

Nenhum destes sinais significa que algo tenha corrido mal. Significam apenas que é altura de recorrer a alguém com formação na matéria. Quanto mais cedo for resolvida a causa, mais cedo se recupera a tranquilidade, e isso é tão importante como qualquer conselho técnico.

Se tiveres dúvidas, a tua parteira de referência, o serviço de pediatria ou uma consultora certificada pela IBCLC são sempre o primeiro passo, antes de qualquer fórum, vídeo ou produto.

A amamentação é um processo

Esta semana é uma oportunidade para recordarmos que a amamentação não é um exame em que se passa ou se reprova: é um processo que se desenvolve melhor quando se está acompanhada. Rodeia-te de informação fiável, da tua parteira ou consultora de amamentação e de pequenos recursos que te facilitem o caminho. É isso, e não a perfeição, que faz com que a amamentação corra bem.


Na Bihotzcare, trabalhamos com parteiras e profissionais especializados em amamentação para te acompanhar com produtos concebidos com base na prática clínica real, nunca como substituto do seu critério.